segunda-feira, 1 de maio de 2017

Variação linguística
         É o movimento comum e natural de uma língua, que varia principalmente por fatores históricos e culturais. Modo pelo qual ela se usa, sistemática e coerentemente, de acordo com o contexto histórico, geográfico e sociocultural no qual os falantes dessa língua se manifestam verbalmente. É o conjunto das diferenças de realização linguística falada pelos locutores de uma mesma língua. Tais diferenças decorrem do fato de um sistema linguístico não ser unitário, mas comportar vários eixos de diferenciação: estilístico, regional, sociocultural, ocupacional e etário. A variação e a mudança podem ocorrer em algum ou em vários dos subsistemas constitutivos de uma língua (fonético, morfológico, fonológico, sintático, léxico e semântico). O conjunto dessas mudanças constitui a evolução dessa língua.
        A variação é também descrita como um fenômeno pelo qual, na prática corrente de um dado grupo social, em uma época e em certo lugar, uma língua nunca é idêntica ao que ela é em outra época e outro lugar, na prática de outro grupo social. O termo variação pode também ser usado como sinônimo de variante. Diversos fatores de variação possíveis - associados a aspectos geográficos e sociolinguísticos, à evolução linguística e ao registro linguístico.

O QUE É PRESSUPOSTO?

        Pressuposto pode ser classificado gramaticalmente como um adjetivo ou substantivo masculino.
         O vocábulo pressuposto diz respeito a algo que se pressupõe, o que se pode calcular de forma adiantada, aquilo que se supõe antecipadamente (pré + supor)Fazer uma pressuposição, por exemplo, é lançar uma hipótese ou uma suposição de forma adiantada. Pressuposto também pode ser relacionado a um propósito, um plano ou um pretexto.

         Pressupostos também são ideias que não foram expressas de maneira explícita, mas que podem ser entendida;s a partir de um contexto, utilizando-se de certas palavras ou expressões.

             Exemplo:

 DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO

A língua portuguesa é rica, interessante, criativa e versátil, encontrando-se em constante evolução. As palavras não apresentam apenas um significado objetivo e literal, mas sim uma variedade de significados, mediante o contexto em que ocorrem e as vivências e conhecimentos das pessoas que as utilizam.
As variações nos significados das palavras ocasionam o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo (conotação) das palavras. O sentido denotativo é também conhecido como sentido próprio ou literal e o sentido conotativo é também conhecido como sentido figurado.
Denotação:
Uma palavra é usada no sentido denotativo (próprio ou literal) quando apresenta seu significado original, independentemente do contexto frásico em que aparece. Quando se refere ao seu significado mais objetivo e comum, aquele imediatamente reconhecido e muitas vezes associado ao primeiro significado que aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal da palavra. A denotação tem como finalidade informar o receptor da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo assim um caráter prático e utilitário. É utilizada em textos informativos, como jornais, regulamentos, manuais de instrução, bulas de medicamentos, textos científicos, entre outros.
Conotação:
Uma palavra é usada no sentido conotativo (figurado) quando apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes interpretações, dependendo do contexto frásico em que aparece. Quando se refere a sentidos, associações e ideias que vão além do sentido original da palavra, ampliando sua significação mediante a circunstância em que a mesma é utilizada, assumindo um sentido figurado e simbólico.A conotação tem como finalidade provocar sentimentos no receptor da mensagem, através da expressividade e afetividade que transmite. É utilizada principalmente numa linguagem poética e na literatura, mas também ocorre em conversas cotidianas, em letras de música, em anúncios publicitários, entre outros.

A IMPORTÂNCIA DA FRASE NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO

             Quando nos vemos diante do desafio de escrever um texto, seja um texto descritivo, narrativo ou dissertativo, geralmente pensamos imediatamente que deveremos produzir uma Introdução, um Desenvolvimento e uma Conclusão. Não estamos pensando erradamente; um texto, para ser compreendido por quem o lê, segue uma sequência lógica de início, meio e fim. O problema está em não nos atermos mais detalhadamente na construção de cada uma dessas partes. As “receitas” de redação não acabam com a nossa insegurança diante de um papel em branco. Ela é simples: a Introdução de um texto é a sua parte inicial, em que se apresenta uma ideia principal a ser desenvolvida e fundamentada; o Desenvolvimento é o desenvolvimento da ideia principal; e a Conclusão, a reiteração da ideia principal. E, por fim, um texto deverá ter de 20 a 25 linhas. Mas escrever um texto, partindo apenas dessas definições, não é suficiente para se escrever um bom texto. Essas orientações tão conhecidas não resolvem dois problemas que geralmente são observados em um texto mal escrito: o primeiro diz respeito ao desconhecimento das normas cultas da língua portuguesa (crase, concordância, regência, etc.), que comprometem sua qualidade.